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Diamantina . Patrimônio Cultural da Humanidade
Quem gosta de cultura, história e aventura tem um prato cheio em Diamantina (290 km ao norte de Belo Horizonte), onde os casarões do século 18 “tocam” música e a natureza oferece muitas trilhas, cachoeiras e caminhadas. Repleta de cenários deslumbrantes, a cidade já foi palco de várias produções, além de ter servido como inspiração a vários músicos e escritores.
Incrustada no Vale do Jequitinhonha, na região onde no século XVIII foram descobertas as primeiras minas de diamante do Brasil, Diamantina ainda encanta por sua história, suas ladeiras de pedra e seus casarões, tão bem cuidados que deram à cidade -antigo Arraial do Tijuco-, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.
Apesar de pequena, a cidade é bem preservada tanto em suas ruas quanto em seu centro histórico- e oferece uma tranqüilidade. Diamantina perde, no entanto, no quesito compras: não vá esperando uma profusão de artesanato local. Aproveite as atividades culturais e os passeios de aventura que a região oferece.
Vem dos casarões do centro histórico um dos eventos culturais mais característicos e charmosos de Diamantina, a Vesperata.
A ladeira da rua da Quitanda fica tomada por mesinhas onde o público pode beber vinho e comer petiscos típicos da região. De repente, no meio da rua de pedra, levanta-se um maestro; das janelas dos casarões centenários que circundam o largo saem meninos e meninas de uma fanfarra; os casarões da cidade “executam” então as tradicionais serenatas e serestas. Um espetáculo imperdível pela originalidade e beleza com que é feito.
As serestas, aliás, têm papel fundamental na história da cidade e influenciaram até um de seus filhos mais ilustres: o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Um dos políticos mais populares da história brasileira, o presidente “bossa nova”, idealizador e construtor de Brasília, é o grande orgulho de Diamantina, sendo homenageado em estátua e num museu montado na casa onde ele foi criado, que conta com vários objetos de sua infância.
Outro personagem da história do Brasil que teve Diamantina como casa foi a “rainha negra” Xica da Silva. Imortalizada na música de Jorge Benjor e no filme homônimo, a história da escrava que ascendeu à elite da sociedade diamantinense e se tornou uma das mulheres mais poderosas das Minas no século XVII é contada no museu da Casa de Xica da Silva e nas histórias dos moradores. Para quem quer mergulhar no passado minerador de Diamantina, o Caminho dos Escravos é outra boa pedida.
Mas a aventura também tem lugar em Diamantina. Porta de entrada das chapadas da região central do Brasil, a cidade é circundada por cachoeiras de até 70 m de queda e tem vegetação densa e preservada. Os picos favorecem as escaladas e o rapel, e os vales são propícios às caminhadas.
[conheça nosso patrimônio histórico]
Eco Turismo
Por estar situada no meio da Serra do Espinhaço, Diamantina é circundada por uma paisagem fascinante e é pródiga em cachoeiras, grutas, picos e diversão garantida para os amantes dos esportes de ação e caminhadas.
A região tem relevo constituído por rochas muito resistentes à erosão e é pouco acidentada. As chapadas são uma atração à parte. À distância, parecem esculturas gigantes esculpidas na pedra.
As cachoeiras, incrustadas no mato ou nas pedras, são outro ponto de visitação obrigatória. Mas atenção: a maioria não tem infra-estrutura turística, apenas área para estacionar, sem banheiros nem bares. Para passar o dia, é necessário levar alimentos e bebidas e lembrar de recolher o lixo na saída.
[conheça nosso patrimônio natural]
Como chegar
Para chegar a Diamantina, distante 878 km de São Paulo, deve se seguir pela rodovia Fernão Dias (BR-040). Quem parte de Belo Horizonte, deve seguir pela BR-040, sentido Brasília, e pegar a BR-135 até Curvelo e depois a BR-259. Saindo de Brasília, siga pela BR-040 e, após Três Marias, preste atenção na entrada para Curvelo. Siga para Curvelo e pegue a BR-259 para Diamantina. Não há ônibus diretos de São Paulo para a cidade, mas da capital mineira, a 280 km de Diamantina, há cinco saídas diárias da Viação Pássaro Verde. Para quem vai de avião, os aeroportos de Belo Horizonte são os mais indicados, apesar de haver vôos menores para o Aeroporto Juscelino Kubitschek, nos arredores da cidade.
Maiores detalhes: Diamantina - Folha do Turismo
Notícias Locais: Diamantina ON Line
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