Web Design
por Márcio Gandra
Fato: dentro de pouco tempo, para não dizer categoricamente já, as empresas que estiverem dentro da Internet, com sites profissionalmente bem feitos, terão vantagens consideravelmente superiores às de seus concorrentes que ainda não se familiarizaram com o ambiente virtual, que não divulgam seus serviços na Internet ou possuem sites mal elaborados.
A frase pode parecer presunçosa mas, basta perguntar aos internautas por onde eles começam qualquer pesquisa quando vão comprar algo ou contratar algum serviço. Alegar que o número de internautas no Brasil ainda é pequeno e que não há motivo para se preocuparé o mesmo que dizer que você não vai investir em sua empresa por que ela ainda é muito pequena. Além disso, é bem provável que o número de usuários de Internet cresça numa proporção infinitamente maior que o seu próprio negócio. Através dela, podemos pesquisar preços, vantagens, analisar a concorrência, obter opiniões de outros compradores, ler manuais e até mesmo comprar os produtos e contratar seus serviços. Seu site deve ser visto como um vendedor que trabalha 24 horas por dia, todos os dias da semana, atendendo potenciais clientes simultaneamente e, principalmente, mostrando a "cara" da sua empresa a todos os países.
Por estas razões, os departamentos de marketing das grandes empresas e sócios de pequenos e médios negócios se preocupam tanto com o investimento nesse setor. O que colocar em um web site, quem fazer, quanto pagar, qual tecnologia atende às minhas necessidades, quantos profissionais estarão envolvidos, que empresa contratar, a qualidade das fotos está adequada, meu site suportará muitas visitas, é seguro comprar e outros questionamentos como estes são feitos diariamente por quem deseja estar presente de forma eficaz no mundo dos negócios virtuais.
Muitos empresários, no afã de pagar pouco, acabam obtendo resultados insatisfatórios e desanimantes. Sites mal feitos, links vazios com o velho icone "em eterna construção", sites sem o menor apelo visual, carregados, pobres de informação, longos textos copiados e colados sem revisão, imagens sem tratamento, páginas gratuitas oferecidas por sites de conteúdo, sistemas copiados e remendados, banners de propaganda, falta de padronização das páginas, gif´s animados, um show de pisca pisca para chamar atenção ou efeitos de photoshop em demasia são as características mais comuns dessa fabricação caseira de sites. Isso porque confiaram tarefa tão especializada ao sobrinho, ao filho do vizinho que "mexe com computadô", ao "cara que arrumou meu PC" e aos demais micreiros que sem qualquer formação e/ou alto conhecimento em marketing, design e computação estão presentes no mercado, fazendo com que muita gente perca o interesse pela web. Particularmente, vejo o termo web designer ou webmaster, muitas vezes empregado com louvor, com um certo asco por ter perdido o seu real sentido enquanto referência a uma profissão séria, pode se referir a um profissional qualificado de anos de mercado como a um mero "fuçador" de páginas e programas. Por outro lado, a insatisfação com o primeiro site, quando feito nas condições acima, já deixa o empresariado alertado quanto a esse tipo de projeto e o faz procurar uma empresa séria e especializada neste setor para, definitivamente, criar uma empresa virtual pronta para receber a visita de seus pontenciais clientes.
Vejamos as etapas da evolução dessa poderosa ferramenta:
A primeira geração: 1985 - 1994
Os primeiros sites na Web previlegiavam apenas o conteúdo e não a forma. A limitação imposta por modens lentos e monitores monocromáticos faziam com que os sites fossem compostos basicamente de texto puro e nenhuma ou pouca imagem. Eram feitas em html puro, usando algum editor de texto convencional como o edit do DOS ou bloco de notas das versões 2.0 e 3.11 do Windows. Normalmente sites de uma única página com o texto todo em forma de rolagem. Serviam aos cientistas da computação que compartilhavam suas idéias na época. É bom lembrar que naqueles tempos, somente as pessoas com grande conhecimento em informática dominavam as técnicas de conexão, navegação e principalmente construção de páginas.
A segunda geração: 1995 - 1998
Em 1995, com o surgimento do Netscape Navigator (na época não existia o Internet Explorer), as páginas deixam de privilegiar o conteúdo em função da forma. Surgem as imagens de fundo, os elementos textuais passam a virar ícones de imagens mapeadas, uso intenso de cores e formas arrojadas. Surge o conceito de Home Page, uma página inicial "atraente" que servia de acesso ao restante das páginas internas do site. Grande parte dos sites criados por "micreiros" ainda seguem este padrão de 10 anos atrás; em se tratando de Internet e da velocidade com que a tecnologia avança, é como permanecer na pré-história tecnológica.
A terceira geração: 1998 em diante
A grande preocupação estava no design e no conteúdo. Nunca estes termos foram tão debatido e discutidos em fóruns e sites do gênero. A idéia central baseava-se em causar uma boa sensação de leitura, através de textos objetivos, fontes agradáveis e fundo branco. Sensação de leveza e clareza das informações aliadas a um design moderno. Há, portanto, uma preocupação simultânea entre funcionalidade, leitura e beleza estética. Da harmonia entre as cores utilizadas e escolha da tipografia até a adequação do peso do site às velocidades de conexão da época, tudo era considerado em pesos iguais. O site passa a ser visto como uma peça publicitária e surgem as primeiras agências web do país, normalmente dentro dos provedores de acesso. Diretores de criação, redatores, analistas de marketing e programadores trabalhavam em conjunto no que antes era tarefa de apenas uma pessoa.
Havia o estudo de público-alvo, quais mensagens agradariam este perfil de usuário, psicologia das cores e testes de velocidade. Muito comum também era o uso de páginas de entrada, antes do menu de opções. Normalmente eram usadas chamadas semelhantes aos anúncios impressos, alguma brincadeira com a logomarca ou metáfora inteligente. Em relação ao conteúdo, várias iscas eram utilizadas para chamar a atenção do visitante e fazer com que ele voltasse: dicas, arquivos gratuitos para download, cadastro em troca de algum prêmio ou promoções e etc...
Outro ponto que passa a ter grande importância é a manutenção. Naquela época, era comum atualizar o site 1 ou 2 vezes no mês, também com a intenção de trazer o visitante de volta ao site. Com o passar do tempo, o número de atualizações passou a depender do tipo de conteúdo da página, chegando a ser feita de hora em hora, como nos jornais.
A quarta geração:
A quarta geração de sites pode ser datada pelo advento das conexões de 56Kbps e banda larga no Brasil e não sofreu mudanças radicais, como da primeira para a segunda e nem como da segunda para a terceira. Ela pode ser considerada uma extensão da terceira geração, porém com fatores tecnológicos desconhecidos para aquela época. Alguns profissionais nem sequer a consideram como uma geração propriamente dita.
A tecnologia flash e a possibilidade de inserção de videos, até então prejudicada pelas baixas velocidades de acesso, fazem do design uma ferramenta tão ou mais poderosa que a própria televisão no que diz respeito a impacto visual.
Na parte de conteúdo, a presença de sistemas de interação com o internauta, banco de dados, salas de bate papo, comunidades virtuais, newsletters, fóruns, e análises estatísticas fazem do visitante um contribuinte constante destes sites. Os portais passam a funcionar por si só, dependendo única e exclusivamente de seus visitantes e quanto mais benéfica ela for para a comunidade, mais usuários ele terá.
A quantidade de aplicativos e linguagens de programação que temos atualmente tornaram infinitas as possibilidades para o universo on line. Como diz uma brincadeira entre os profissionais da área: "só não conseguimos fazer a página da perfumaria ter cheiro".
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